sábado, 18 de fevereiro de 2017

MORTE E IMORTALIDADE

Na unidade entre o indivíduo e seus parentes, todos os pensamentos da morte se encontram do mesmo modo. Para os Homens do Norte, um nome, uma reputação era o bastante para remover a amargura da morte, porque fama depois da morte era uma vida real, uma vida na felicidade e na honra dos parentes.
O gado morre, os parentes morrem,
Cada homem é mortal,
Porém existe uma coisa que nunca morre,
A glória de um grande morto.

Hávamál – verso – 77.
A idéia de entrar no palácio de Wotan após a morte é bem sustentada por evidências da literatura. Aqueles que morriam a serviço do deus, através de uma morte violenta em batalha ou sacrifício, ganhavam a entrada em seu reino. Esse conceito é vigorosamente expressado na canção da morte de Ragnar Loðbrók, provavelmente composta não antes do séc. XII em sua presente forma, mas possivelmente baseada em uma canção de morte contendo material pagão. O fim do poema expressa uma crença feroz, exultante na aproximação do herói ao palácio de Wotan, onde ele será recepcionado com festa e hospitalidade porque morreu sem medo:
Alegra-me saber que o pai de Baldur preparou bancos para o banquete. Logo estaremos bebendo cerveja nos chifres. O campeão que vier à morada de Odin não lamenta a própria morte. Não entrarei em seu palácio com palavras de medo nos lábios.

"Aos Esen me darão as boas vindas. A morte vem sem lamentação...
Parto ansioso. Os Dísirs me chamam para casa, aquele que Wotan envia até mim do palácio do senhor das Hostes. Alegremente, beberei cerveja no assento de honra dos Esirs. Os dias de minha vida acabaram. Eu morro sorrindo."

A versão da morte de Ragnar não é de uma morte em batalha. Ele teria sido feito prisioneiro, morrendo num ninho de serpentes. O tom de puro prazer desta passagem também pode ser observado, por exemplo, na consumação por fogo de um chefe no rio Volga, e é ainda mais convincente por ser contado por um estrangeiro, uma testemunha árabe, que assistiu a cremação e registrou as palavras de um homem ao seu lado:
“Nós os queimamos num piscar de olhos e eles entram no paraíso no mesmo instante.” Então ele riu e disse: “Por amor a ele, seu senhor enviou o vento para levá-lo”.
Fonte:
Vilhelm Grönbech, Professor of the History of Religion
In the University of Copenhagen, Humphrey Milford Oxford University Press
London, Jespersen Og Pios Forlag 22 Valkendorfsgade Copenhagen, Translated Into English From Vor folkeæt i oldtiden I-IV By W. Worster 1931.
Gods and Myths of Northern Europe, 1964, H. R. Ellis Davidson, Pelican Brooks.

sábado, 26 de março de 2016

Adotando o caminho odinista para nossas crianças


Hails Unsaraim Gudam Ans jah Wans!
Hails Visigoþ Þiudiska!
Hails Haithnu þiuda! 
Hails Broþru's Visigoths!
Hails Irmandade Odinista do Sagrado Fogo!
Texto traduzido e adaptado por mim a partir de uma antiga tradução de Jorge Buss, tive em certa parte que reescrever o texto, ou redaptar, apesar de ser da Odinic rite, é um bom texto, que não podia deixar de compartilhar com irmãos e amigos do Brasil, espero que gostem:


Na agitação do nosso mundo atual, temos a tendência de negligenciar a expressão mais bela dos nossos antepassados: nossas crianças. Muitas famílias heathens não sabem como guiar uma criança no nosso caminho, porque muitos de nós, não fomos criados como Odinistas. A seguir postaremos algumas idéias, desta maneira as famílias Odinistas podem começar a construir e dar forma ao futuro de nossos povos; porque este futuro se encontra verdadeiramente nas mãos de nossas crianças.


Manhã



Que melhor maneira de acordar pela manhã, para cumprimentar Sunna? Tendo a criança ao sair na manhã e cumprimentar o raiar de um novo dia. Isto pode ser feito com o cumprimento no livro de Blotar:



Salve o sol!

Salve o alvorecer.

Possa sua vitalidade alimentar-me de ânimo e nutrir minha mente, corpo, e alma.

Salve a você doador da vida.

Salve aos deuses, Salve a Luz, Salve aos povos da luz.

Possa sua energia estar comigo enquanto eu sigo com a minha vida.

Salve! Salve! Salve!



Recitar Runas



As crianças ficam maravilhadas com esta prática. As crianças não têm as barreiras que os adultos possuem, pois muitos têm a sensação inábil ou incômoda ao Recitar as Runas. Quando eu tentei isto ao principio, as crianças se sentiram absolutamente atraídas! Elas não hesitam em participar. Nossos membros do grupo contrariaram a ideia. É vital não deixarmos nossas crianças construírem as barreiras que nós temos ao praticar nossos costumes antigos. Promova esta prática salutar com suas crianças. Dar-lhes-á um fundamento forte nas Runas. Comece explicando sobre uma Runa. Um dos poemas Rúnicos seria um começo bom. Fale sobre seu destino e então medite quietamente nele. Finalmente, Recite as Runas nove vezes. Por ultimo, converse sobre a experiência. Isto deve somente fazer exercício de 15-20 minutos. Isto pode ser feito após o cumprimento de Sunna! Uma maneira poderosa para começar o dia!



Educação



É importante além da escola, uma atividade de ensinamentos da nossa cultura em casa, ser parte ativa da instrução das suas crianças é um dever. Envolva-se pessoalmente na educação do seu filho. Para a educação extra classe da criança, vivencie os dias de festividades do odinismo, como o dia de Hermann o Cherusker ou mesmo o Jöl ou Ostara; vá presenciar e demonstrar um pouco neste dia, a maneira como nós comemoramos tais feriados, ou um pouco de história. Isto trará para seus filhos uma sensação segura em sua educação, e também raízes culturais com naturalidade. Realize uma atividade heathen tradicional, um prato típico, conte uma história ou faça uma apresentação no decorrer do feriado. Se você for incapaz de começar a sua escola em casa para este tipo de atividade, faça algo tradicional nos feriados para compartilhar com eles. Nós devemos recordar que provavelmente nossas crianças serão as únicas heathens na classe. Nossos filhos querem sentir a importância de pertencer a um grupo. Qual melhor maneira para conseguir isto que vivenciando e ensinando a eles nossos costumes?


Por isso é importante reservar um dia para ensinar nossos costumes como: arte, poesia heathen, musicas, estudo das Edda, Sagas, etc... Lembre-se que muitas coisas estão presentes na nossa ancestralidade, e tais coisas necessitam exteriorizar-se, por exemplo modelar a madeira, couro, fazer velas, jogos antigos, passear em um bosque, isso esta presente no nosso sangue, basta relembrar-lo.



Histórias



As crianças adoram escutar e contar histórias. É importante contarmos historias como por exemplo “O Roubo do Martelo de Thor”, história de nossos antepassados, a criação do mundo e etc. Estas histórias tocam nossos filhos em um nível muito profundo, seja qual for a história que você contar, não se esqueça de fazer comentários posteriores sobre as mensagens encontradas, os desafios e decisões enfrentados; sempre fazendo associação com as nove nobres virtudes. Desta maneira estamos forjando a personalidade de nossas crianças com valor, autoestima, caráter e determinação para tomar decisões.

O heathen é rico e variado em histórias, dando diversas situações que se aplicam atualmente, e na qual uma criança pode recorrer para tomar uma decisão correta.



Conversação do jantar



Na mesa de jantar é o momento perfeito de ter interiorização, conversações inspiradas. Também pode ser um momento de apreciação e de grandes entretenimentos. Em épocas antigas, nossos povos faziam da refeição um momento especial; hospedavam frequentemente amigos e grandes famílias em torno da lareira. Podemos recorrer a estas praticas, utilizando este momento para falar dos deuses, de nossos antepassados, contar como foi o dia de cada um, é um grande momento para reunir a família e reafirmar nossos laços.



Hora de dormir



A hora de dormir é um momento importante. É neste momento em que nós relaxamos nossa consciência e permitirmos que os deuses e as deusas se relacionem conosco, frequentemente isto acontece através de nossos sonhos. Inspire este momento e deixe as crianças irem dormir pensando nos nossos costumes. Esta poderia ser uma boa hora para contar uma história como mencionado acima. As partes da história tocam profundamente à criança e podem manifestar-se em um sonho. Uma outra maneira é mandar cada criança escolher uma runa, conversar sobre o sentido, e ir dormir pensando nela. Pela manhã, estimule as crianças a relembrar e escrever seus sonhos. Os deuses e deusas são fortes em nossas crianças, e frequentemente, as crianças têm uma conexão melhor com eles, promova isso! Finalmente, cumprimente a lua da seguinte maneira:



Háils você de quem os trabalhos são profundos.

Háils Deuses e Deusas da lua.

Sua luz pode ver nosso interior, sua luz revela isso que é despercebido pelo dia.

Você mostra as coisas secretas profundamente.

Háils órbita prateada.

Eu posso olhar interna e externamente.

Háils.



Blót



Envolver as crianças em um Blót é um desafio. Tendem a ser um bocado impacientes. Se um lar tiver crianças, devem considerar alterar a atmosfera da cerimônia. Um homem sábio disse “um Blót não é como a missa na igreja, nós não queremos que nossas crianças vejam nossos costumes como muitos de nós vimos os serviços de igreja quando nós éramos crianças”. Isto significa que nós permitimos que as crianças sejam crianças. Frequentemente sua energia carrega o círculo. Nossa família tem 7 crianças como membros. Todos participam em sua própria maneira. Por exemplo, dos 10 a 12 anos de idade participam como adultos em leitura, saudações, … etc. Compartilham em cada fase da cerimônia. Dos 7 a 9 anos de idade participam onde estão, escutam, e saúdam. Os infantes pré-escolares andam dentro e fora do círculo, de acordo com seu interesse. Eles brincam, ficam inquietos, e falam quando é sua vez, pois são uma parte da família, e então uma parte da cerimônia. Todas as crianças, com exceção dos 11 a 12 anos de idade, são inquietas e brincalhonas , por vezes saem, mas quando voltam ao círculo contribuem. Frequentemente épocas nós envolvemos os menores com o algo que nós estamos fazendo como a decoração, enchendo o chifre do mead, ou outras atividades que são parte da cerimônia. Focaliza-os e desta forma estão participando de acordo com suas habilidades. Quando as crianças estão envolvidas se deve recordar que as crianças devem ser vistas E ouvidas.



O futuro encontra-se nos corações e nas almas de nossas crianças. Elas carregam a linha de nossos povos e a necessidade de recordá-la com as atividades acima descritas. Como pais Odinistas, nós necessitamos promover, inspirar, ensinar, e nutrir a criança de Odinismo. Elas carregam uma chama que queima brilhante; nós devemos manter-la, assim se manterá acesa em seus filhos e nos filhos dos seus filhos. 
 Gutane jeh weihailag!
Hails Haithnu Thiuda!
Hails Brothyro´s Jah Swistar Visigoth!
 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O direito de crer

norsk-folkemuseum
(Carta aberta sobre uma reflexão da palavra religião e o nazismo na comunidade heathen)
Por: Angélica Lavin
Traduzido por: Gudja Walþreiks Draka

Querido leitor:
Realmente é muito difícil escrever algo… e tratar de lhe dar uma forma coerente, mas sim, este é um ensaio no qual a explicação de um pensamento e um sentimento pode ser frustrante pelo simples fato de não darmos a entender por simples palavras. Assim, tenha paciência, já que este tema vasto e complexo que é este que escolhi, não é fácil de explicar: o direito de ter uma crença, uma religião.
Tema vasto e complexo é a religião. Tem dado lugar a tantas teses de psicologia e sociologia que é quase impossível ter todas em um só lugar; mas também é um dos mais apaixonantes que pode haver. E seguramente dirá Que raios é escrever sobre este tema?
Pergunta muito válida; Sou uma pessoa que como muitas, tem buscado uma espiritualidade e essa jornada tem dado tantas surpresas e tombos que me tem dado várias reflexões sobre o tema da liberdade de religião
Nasci em família católica, mas atualmente não pratico esta fé (além do que, já me excomungaram); minha busca me levou a conhecer muitas pessoas, ideias e lugares. Foi numa dessas viagens que conheci a minha fé atual: Heathen.
A razão deste escrito é que tenho aprendido (da mão dos clãs na Escandinávia) e refletido sobre quem pode praticar a religião, contrasta muito com o que dizem na América latina e Espanha; e sinceramente, muitos dos argumentos que dão sobre o "direito de praticar" são algo... fora de lugar (isso pra dizer de forma amável)
Bem, sobre tudo isto, o que é religião? Existem tantos estudos feitos por grandes pensadores que a forma mais fácil é começar pela etimologia mais básica que se tem encontrado, é: ação de unir fortemente com a ideia dos deuses. (isto data de um texto anterior a época de Cristo). Nos dias de hoje, vários países de descendência latina o põe como: conjunto de dogmas acerca da dividade, de sentimentos, veneração e temor acerca dela, de normas morais para a conduta individual e social e de práticas rituais, ´principalmente da oração e o sacrifício  para lhes prestar culto. Isto hierarquizada e regida por um clero, e tem livros sagrados. 
Vendo estas definições, vemos que há muitas diferenças. Os praticantes de outras correntes que não abraâmicas  carecemos de: dogmas, hierarquia de clero, livros sagrados; como bem sabemos nós. Assim, grupos que utilizem coisas que sejam mais próximas da fá católica, e queira impor isso sobre nós... é um absurdo.
Quando me aproximei deste caminho, lá pelo ano 2010 na Dinamarca, o gothi Jens me deixou mhito claro: aqui não temos livros sagrados, já que nos tiram a liberdade e crescer como clã. é uma ideia maravilhosa, já que neste mundo nada é pedra, tudo é árvore; em outras palabvras; nada é estático, tudo muda, mas se conheces as tuas raizes, não importa como mudes, saberás bem quem és.
O maior problema que se estabelece com as definições é que; para ser uma religião legalmente reconhecida em países de língua latina, tem que se adaptar a segunda definição. Este inconveniente não é exclusivo, já que os países escandinavos têm a mesma problemática. Me contaram que lá houve muito ativismo e investigação para que a definição legal mudasse e assim se pode adotar o Ásatrú como religião aprovada pelo estado, e que pudesse entrar da forma mais íntegra; ou seja, sem corrupção de por coisas que não o são para que se encaixe na definição e assim se torne fácil de aprovar. Este é um caminho cômodo , mas não é um caminho correto, e se estamos aqui é por que cremos no correto, muitos dos asatruars da Escandinávia não compreendem o afã que existe  em outros países de por que levem a palavra confissão ou igreja, sendo que essas sõ emprestadas da fé judaico-cristã.
Bem, sobre tudo isto, qual seria a definição de religião que nos ajude a avançar? muitos estudos concordam que é necessário ter uma cosmovisão sobre como está unido o mundo material ao espiritual. Levando isto em conta, uma visão mais próxima seria: toda cosmovisão que nos une a um ou mais deuses, criando laços de comunidade e identidade, que leva seu culto em seu circulo social onde dão cabo a seus ritos de transição é uma religião.
Um ponto muito importante em nosso caminho são os ancestrais e sua honra. Há certos grupos que creem que somos os únicos que honram aos ancestrais, mas esta prática está presente em grande parte das religiões pelo mundo, desde as mais antigas as mis atuais. Além de que, esses grupos dizem " quem não tem ancestrais de sangue não pode seguir este caminho.
Perguntei sobre o assunto e investiguei e estes são os resultados:

  1. O sangue é simplesmente sangue; os humanos compartilham mais de 99% de DNA entre eles. e cerca de 98% com orangutangos. Nos basearmos em um pequeno material genético (de onde vem a maioria das deformações) é um absurdo.
  2. Todas as criaturas têm valor universais, e honrar os ancestrais é honrar os que tem cumprido estes valores. O Gothi Jens disse "... se teu ancestral foi um violador de crianças e um assassino serial, não o honrarias, não o seguirias, busque alguém melhor, e trata de ser um ancestral melhor para a geração vindoura".
  3. Como se deu a evolução humana (segundo ultimas investigações) houve grande mistura entre diferentes hominídeos. e mais, se fizermos uma investigação genealógica de tua árvore familiar até dois séculos atrás, podes encontrar a centenas de ancestrais de várias partes do mundo; ; obviamente, se formos mais atrás , veremos que realmente houve um momento onde todos compartilhamos a maioria dos ancestrais. Querer apenas uns, por onde vieram ou como foram fisicamente nos faz seres incompletos que não compreendemos bem nosso passado familiar e  por isso, nosso presente.
  4. Budismo, taoismo e xintoísmo são outras religiões onde a honra de seus ancestrais é um pilar fundamental, de certo nas duas ultimas, os ancestrais realmente excepcionais recebem um funeral distinto, onde elevam-se ao grau de deuses menores e que intercedem pelo clã ou  comunidade ante os deuses maiores, e não é conhecido a budistas, taoistas ou xintoistas que digam: não podes praticar a fé por que não tens ancestrais orientais 
  5. Os povos antigos não conheciam nada sobre "raça" ou "grupo étnico", estes são conceitos introduzidos no século XIX por conta da teoria de Charles Darwin. O que teus ancestrais conheciam bem era a sobrevivência, e logravam isso tendo o maior numero de filhos que pudessem; em outras palavras não se colocavam obstáculos na hora de unir novos membros a seus clãs ou comunidades, pois quanto mais pessoas, mas sobrevivência.para os clãs escandinavos que tive a honra de conhecer, dizer que honram os ancestrais discriminando por sangue, simplesmente não faz sentido em sua filosofia.
  6. Houve um grupo religioso que pôs muita importância em seu sangue? Claro, as religiões abraâmicas. A antiga lei judaica dizia que judeus apenas poderiam casar-se entre si, um dos primeiros concílios do Vaticano decidiu que cristãos só poderiam relacionar-se entre si; igual ao islã, na atualidade esta prática nestes grupos estão em desuso. Isto mostra que estão tomando costumes de religiões que elas dizem ser contrárias.
     
Vendo os pontos anteriores, muitos argumentam que procuram dar uma identidade cultural com base na correspondência genética de um grupo. O ponto é que a palavra "identidade" em sociologia é focada em recursos intangíveis de uma cultura; em outras palavras seus costumes. E a identidade de um indivíduo se baseia mais sobre os traços de caráter e habilidades em diferentes situações. Nós construímos nossa identidade com o  nosso conhecimento do passado, usando-o no presente para dar um rosto para a sociedade a conhecer-nos por nossos traços perpétuos: nossas ações e valores. Do gado morre, parentes morrem, você morre como você; Sei apenas uma coisa que nunca morre; fama que deixa um morto. Hávamál 77Está perfeito que você queira ter a identidade de grupo; o mundo tem mudado dramaticamente nas últimas décadas e muitos temem a perda da sua identidade antes da passagem da globalização total; identidade não é como você olha do lado de fora, mas o que você tem dentro.Vou sair um pouco do caminho e abrir um pequeno parêntese sobre as últimas pesquisas acerca do sentimento religioso. De acordo com pesquisa realizada por Eliade, Koenig, Hamer (entre outros) que optam por ser uma religião ou ateismo ser dominada pela bioquímica cerebral e pela sociedade. Desde que os nossos cérebros liberam os produtos químicos necessários para ter experiências espirituais e religiosas a diferentes estímulos. Isso explica por que alguns sentem mais afinidade com certos símbolos, idéias e práticas do que outros.Vou parafrasear Stephen A. McNallen: "... Eu só quero saber por que um não-europeu iria seguir uma religião nativa Europeia, em vez de religiões nativas inteiramente válidas e dignas de seus próprios ancestrais."Bem, vendo parágrafo da investigação científica, podemos concluir o seguinte: Se você é das religiões nativas dignas não-europeu, mas o cérebro não criar a conexão bioquímica necessária para preencher a nossa visão de mundo espiritual, portanto, não nos servem como uma religião para seguir (embora tenhamos tentado ler os manuscritos e fazer rituais) e se seguíssemos esses caminhos (que são válidos e têm os seus seguidores, tanto dentro como fora do país) seríamos hipócritas, como faríamos para a conveniência antes de nossa própria busca de nossa espiritualidade e religião.Eu vi uma artigo da Internet que colocava a nossa paixão para ser asatruars como uma moda passageira; não devemos "usurpar" a religião nativa Europeia; e, em seguida, eles colocaram que "ninguém está incentivando não-negros a usurpar religiões africanas nativas, ou ninguém está promovendo não-asiáticos que buscam pertencem as nativas Religiões asiáticas".Pode ser uma moda passageira ou não. Mas ainda haverá muitos que entendem desta forma, se ao longo dos anos de estudo sério e busca espiritual interna dizer "isto não é para mim" e procurar outro lugar, não há nada de errado com isso; acredito que passou por muitos caminhos antes de chegar aqui, e como eu disse, ninca tinha me sentido tão bem e espiritualmente completo ecomo no Asatru. Eu não sei onde eles obtem as suas fontes, porque se há pessoas que promovem religiões nativas africanas fora da comunidade de ascendência Africana (o Rastafari é um deles) e que se há pessoas que promovem religiões nativas da Ásia, na verdade stem tido mais seguidores nas últimas duas décadas ou será que eles pensam que o budismo eo hinduísmo também são europeus?Não tenho nada contra um grupo que quer ser nacionalista, ele tem todo o direito de dizer quem entra e quem não; como é a sua organização, e como uma organização que deve haver coordenação e unidade do seu povo para trabalhar. Mas não têm o direito de atacar outros grupos que não seguem o caminho folkish. Eles não podem tirar o nosso direito de acreditar nos deuses e ser asatruars como tem sido visto em vários pontos anterioresO que mostrou a história de todas as religiões que existiram e existirão é que apenas um grupo tão grande não pode concordar com tudo o que é dito e feito; somos indivíduos que formam um grupo e não vice-versa. Em todas as religiões sempre houve divergências de opinião e acabam em cismas de estilos diferentes, com um tronco comum.O engraçado é que, se lermos a história das religiões, veremos que os únicos excluídos eram outras pessoas monoteístas. Nulla salus extra Ecclesiam (há salvação fora da Igreja); esta é uma doutrina católica que foi muito eusada para evitar que os católicos se relacionassem com pessoas de outras religiões. A mesma doutrina deu pé para justificar a Inquisição que "procurou purificar a alma da Igreja"; principalmente matando todos que tiveram um ancestral não-católico.Eu sei que me demorei muito, mas ir para o próximo ponto que muitos a muitos dói ver ligado ao Asatru. Nazismo. Eu digo que dói muito, porque a Dinamarca, Noruega e Suécia sofreu o flagelo dos nazistas (não tão forte como a França ou a Polónia). O clã que estava na Dinamarca é guiado por um Gothi e Gydja, e eles já disseram muitas vezes "Não há lugar para nazistas na nossa família." Eles já são pessoas que passaram setenta anos de idade e eles viram com seus próprios olhos e sentiram a invasão nazista aos seus países; Eles se lembram com dor como famílias pereceram na defesa dos seus direitos, como amigos por não pensar como Hitler estavam faltando, e sua família foi fraccionado e sofreu por causa de uma idéia. Eles não querem passar por isso novamente.Eu sei que somos jovens demais para saber o que era o nazismo; nós não lutamos na Segunda Guerra Mundial e não vivemos o inferno que era o começo do século XX (e digo global, porque era uma época cheia de guerras, crises e suicídios); por isso não podemos comentar muito como as pessoas que se viviam. Assim, tomo a liberdade de colocar o que eu disse sobre este ponto na Europa (principalmente escandinavos e alemães)

  • Se não nos ajoelhamos diante dos deuses,  muito menos vamos ajoelhar-se diante de um homem que se autodenomina líder supremo. Gydja Lene
  • Mesmo que eu não entendo como eles acham que uma filosofia econômica-política que tende a ser guiado por uma pessoa e pelo totalitarismo pode ser combinada com o nosso caminho que vai para as liberdades individuais e seus ajustes para a construção de uma sociedade melhor. Gothi Jens.
  • Eu sou um alemão de pais alemães, mas mesmo assim eu preciso ter cuidado com os neonazistas me atacando, por causa do fato de eu viver no México e ser casado com uma mexicana; isso é um absurdo. Sian.
  • Ao deixar o seu país de origem para salvar sua vida, ver como ele é destruído, saber de que seus compatriotas estão passando fome e tudo ao capricho de Hitler e seu pequeno grupo; Eu ainda não entendo como algumas pessoas dizem que isso era bom. Elizabeth (alemão que fugiu para o México na Segunda Guerra Mundial, principalmente porque seu pai ajudou um amigo judeu)
  • O nazismo foi um erro de minha nação, e o que nós alemães menos queremos é que se faça um erro da humanidade se mais países tomarem este caminho. Hamut.

Desejo que todos tenham a oportunidade de visitar esses países e ver as lutas que se enfrentou para  livrar do que esta doutrina que fez mais mal do que muitas. Veja os lugares em que executaram os que se opunham, consulte a biblioteca vazia desde que todos os seus livros foram queimados por não ir com "pensamento ariano", ver onde aldeias inteiras foram baleadas, sintam as ruínas dos edifícios onde foram preso por "não ser arianos". Apenas o vazio que você sente é indescritível e nunca quero repetir algo.Eu sei que os nossos países estão atolados em caos e da desigualdade, e como esta questão é tratada em nossas escolas dá a falsa impressão de que é a única maneira de corrigir nossas situações, mas isso é um erro. Mesmo a maior floresta tem muitas maneiras de sair dela; É apenas uma questão de olhar para elas.Os países escandinavos são, hoje, fortes opositores do nazismo; em que a pluralidade, o direito de participar, o debate de ideias, o respeito pela individualidade são pilares da sociedade. Os países escandinavos têm sofrido recentemente a partir das ações de um neo-nazista era a Noruega em 2011, com os ataques em Oslo e Utoya. Brevik que fez bombas e atacou várias pessoas em um golpe  desarmado por de apoiarem a diversidade cultural e os direitos individuais. Foi horrível, nojento, doloroso; Eu sei porque eu tive a infelicidade de visitar a amigos na época e que viveram essa tragédia; cada vez que eu me lembro do episódio me faz querer chorar e vomitar, e não posso acreditar que há alguém que simpatiza com essas ideias.Como eu disse anteriormente, eles têm o direito de só deseja associar com os brancos e pessoas de uma mesma mente. Mas eles não têm o direito de tirar os nossos direitos aceitos em todo o mundo que são (em resumo):
 

  1. Nascer livres e iguais.
  2. Todos têm direito a igual proteção contra toda discriminação perpetrada.
  3. Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, familiar, domiciliar  ou correspondentes, nem a ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques. 
  4. Toda pessoa tem direito a circular livremente e escolher sua residência..
  5. Homens e mulheres, a partir da idade hábil têm direito, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade, religião ou sexualidade, de casar e constituir família, e têm direito a igualdade de direitos em relação ao casamento, durante o casamento e em caso de dissolução do casamento.
  6. Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de religião ou crença manifesta, individual e coletivamente, em público ou em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.
  7. Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de não ser molestado por causa de suas opiniões, de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.
  8. Toda pessoa tem direito à liberdade de reunião e associação pacíficas.
  9. Todo mundo tem o direito de participar do governo de seu país.
  10. Todo mundo tem o direito de participar livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios daí resultantes.
  11. Toda pessoa tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração possam ser plenamente realizada.
  12. Toda a pessoa tem deveres para com a comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade. Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.
Para concluir eu gostaria de terminar com uma reflexão de  Gyðja Lene: As pessoas que só usam o sangue para ter uma identidade, têm um grande vazio que teme enfrentar



O máximo esplendor da humanidade é a nossa liberdade.

 Original aqui

segunda-feira, 23 de março de 2015

A história do ondinismo no Brasil

Hails Unsaraim Gudam Ans jah Wans! 
Hails Visigoþ Þiudiska! 
Hails Haithnu þiuda!
Hails Broþru's Visigoths!
Hails Irmandade Odinista do Sagrado Fogo!


Ressalto antes de iniciar o texto que esse é apenas um trabalho inicial, onde apenas amarei algumas ideias no intuito de fazer algo mais efetivo em breve, aqui deixei vários recortes de fontes, bibliografia e algumas anotações minhas, faltando ainda uma explanação mais metodológica que pretendo fazer em breve.



Introdução – breve história do Odinismo antes do foco no Brasil



O paganismo germânico compreende uma séria de práticas que remontam as tradições religiosas dos povos germânicos na forma com que era praticada desde a era pré- medieval até a cristianização da Islândia, que era ultimo reduto do paganismo europeu no século XII.1 

Após a cristianização do norte da Europa, monges cristãos se darão ao trabalho de registrar em escrito o que os germanos e nórdicos transmitiam através da tradição oral. Assim surgem as Eddas e sagas islandesas, entretanto, por um longo período a religião pagã dos povos germânicos é considerada extinta, sobrevivendo apenas no registro escrito. Entretanto, focos do paganismo começam a ressurgir no mundo moderno. No século XIX temas como a Germânia pagã começam a se tornar bastantes populares, principalmente na Alemanha. Além dos estudos linguísticos dos irmãos Grimm, e das óperas de Richard Wagner, dou destaque ás publicações de Guido Von List2 .List foi um dos mais influentes escritores de ocultismo, sua obra “O segredo das runas”,3 é considerado pioneiro na runologia moderna e no “revival” pagão germânico. Guido vem a influenciar toda a geração nazista, no qual o misticismo era quase todo embasado nas ideias antissemíticas, arianistas, e nacionalista de Guido. Vários membros iniciais do Partido Nazista pertenciam à Sociedade de Thule, um grupo de estudo para antiguidade alemã. Acredita-se (por Louis Pauwels e Jacques Bergier em “O Despertar dos Mágicos” 4 em 1960 e por Gerald Suster em Hitler e o Age of Horus, em 1981) que os elementos ocultos desempenharam um papel importante na fase de formação do nazismo e da SS em particular, mas depois de sua ascensão ao poder de Adolf Hitler desencorajado tais atividades. Ponto 24 do Programa Nacional Socialista afirmou que o partido aprovou o "cristianismo positivo”, que não dependem da fé em Cristo como filho de Deus, ou o Credo dos Apóstolos e rejeitou as origens semitas de Cristo e da Bíblia.5

O Movimento da Fé alemã (Deutsche Glaubensbewegung), fundado pelo estudioso de sânscrito Jakob Wilhelm Hauer, gozava de um grau de popularidade durante o período nazista.6 Entretanto, Alguns místicos germânicos foram vitimados pelos nazistas: Friedrich Bernhard Marby passou noventa e nove meses em KZ, e o destino de Dachau, e Siegfried Adolf Kummer é desconhecido.

Vários livros publicados pelo partido nazista - incluindo Die Gestaltung der Feste im Jahres- und Lebenslauf in der SS-Familie (A barulheira na vida da família SS) por Fritz Weitzel, bem como o SS Tante Friede - ilustram como o Nacional Socialistas considerando o heathenry8 germânico como superstição tão primitivo e tradicional que era necessário retrabalha-la para melhor servir ao Estado. Comemorando as festas tradicionais, como as festas de julho e o Sommersonnenwende9 foram incentivados e reformulados em veneração do estado nazista e do Führer.10

 A apropriação da "antiguidade germânica" pelos nazistas foi a priori encarada com ceticismo e sarcasmo pela British Scandophiles. W. H. Auden em suas Cartas da Islândia (1936) faz sátiras da ideia da Islândia como um “vestígio Ariano”, 11 mas com a eclosão da II Guerra Mundial , o romantismo Nórdico na Grã-Bretanha tornou-se muito associado com a ideologia do inimigo para permanecer palatável, a tal ponto que J. R. R. Tolkien, como um ardente setentrionalista, em 1941, encontrou-se constrangido a afirmar que ele tinha um "...rancor privado contra aquele pequeno ignorante corado Adolf Hitler que arruinou, perverteu, aplicou errado, e tornando para sempre amaldiçoado o “espírito norte”, uma contribuição suprema para a Europa, o que eu já amei, e tentou apresentar em sua verdadeira luz ."12 Enquanto isso, na Austrália, havia uma próspera movimento Odinista bastante independente de qualquer coisa que estava acontecendo na Alemanha. Eles se antecipam a entrada do Japão na Segunda Guerra Mundial, e vários líder Odinistas (incluindo Rud Mills e Les Cahill) foram presos por defender que as tropas australianas devem ser retiradas da Europa para a Austrália para defender este país contra a agressão japonesa e para as suas associações políticas. Sua organização religiosa formal, a Igreja Anglicana de Odin, foi dissolvida e foram parar na clandestinidade (1942).13 Com o  tempo, os membros mais velhos do movimento australiano teriam tutelado uma geração mais tardia, que formaram a “Odinic Rite of Australia” em 1994.14

No início da década de 1970, as organizações pagãs germânicas surgiram no Reino Unido, Estados Unidos, e na Islândia, independentemente uns dos outros.15 Na Islândia, as influências de sistemas de crenças pré-cristãs ainda permeavam o património cultural do país no o século XX.16 O agricultor Sveinbjörn Beinteinsson fundou o grupo pagão Ásatrúarfélagið em 1972, que inicialmente tinha 12 membros.17 Beinteinsson serviu como Allsherjargodi (sumo sacerdote) até sua morte em 1993, quando foi sucedido por Jormundur Ingi Hansen.18 Como o grupo se expandiu em tamanho, a liderança de Hansen causou cismas, e para manter a unidade do movimento, ele deixou o cargo e foi substituído por Hilmar Orn Hilmarsson em 2003, época em que ele tinha acumulado 777 membros e desempenhou um papel visível na sociedade islandesa.19 A partir de meados da década de 1990, a internet ajudou em muito a propagação de neopaganismo germânico.20 A mesma década também viu aumentar o envolvimento dos germânicos neopagãos dentro do movimento pagão contemporâneo mais amplo e, em particular, com outras tradições reconstructionistas.21

No Brasil

No Brasil, primeiro foco registrado de paganismo germânico nasce em 1999 com a organização “Asatru Vanatru – Forn Sed Brasil”22 com um blog que é criado em 2006, mas que reivindica sua criação ao ano de 1999.23 A primeira página da AVFSB nasce em um blog hospedado no site da “Angelfire”, que continuou sedo mantido até 2004 de acordo com a mensagem na pagina inicial. Posteriormente passaram a ter um domínio próprio. Onde passa a ter uma páginaexplicando o motivo da existência do site, e onde encontramos:

  A Asatru Vanatru Forn Sed - Brasil é uma organização religiosa e cultural, sem fins lucrativos, que promove o culto e a divulgação da religião e da cultura germânica como modo de vida. Fundada em 1999 por Octavio Augusto Okimoto Alves de Carvalho (Godhi Medhal Mikit Stór-Ljon Oddhinsson) a Asatru Vanatru Forn Sed Brasil se dedica acima de tudo a formar uma família de pessoas com os mesmos objetivos e mesma visão de mundo, voltada para os valores antigos e dando pouca importância a hierarquias, a ´poderes sobrenaturais´, visando acima de tudo uma vida mais voltada a família, a natureza e as Nove Nobres Virtudes.24
A AVFSB foi por um bom tempo liderado por Augusto Okimoto Alves de Carvalho (Godhi Medhal Mikit Stór-Ljon Oddhinsson) até que em 2004 ele vem a falecer, o que parece marar o fim do uso do antigo site, dai, posso deduzir que apenas ele tinha autonomia ou o login do antigo blog. As causas da morte não são bem explicadas na dedicatória in memoriam que é feita no novo site. Hoje, o novo site está desativado a cerca de três anos. Apenas o antigo podendo ser usado normalmente, sendo necessário utilizar recursos de armazenamento da internet para acessar o novo site (por mais irônico ou paradoxo que isso possa parecer). 

Outra organização que surge no Brasil é a Irmandade Odinista da Águia Visigoda na América. Esta busca não apenas uma busca pela antiga religiosidade germânica, mas uma conexão tribal com o antigo povo visigodo, reclamando o direito de se considerar descendentes e herdeiros da tradição visigótica. Em sua página, a ênfase na questão étnica é muito forte, sempre frisando que brasileiros são descendentes dos povos da Península Ibérica e estes por sua vez, descendentes dos povos visigodos.

É difícil precisar quando a Irmandade da Águia visigoda surge no Brasil, posso afirmar que no Brasil ela aparece como foco da irmandade do México, que foi criada no mesmo ano da AVFSB. Posso apenas hipoteticamente deduzir que a criação do primeiro clã25 desta irmandade surge por cerca de 2003, data dos primeiros registro do site na wayback machine.26

Possível que quando o clã Falkar surja no movimento nacional, sua busca por uma conexão étnica com os povos germânicos seja interpretada de maneira prejudicial pelos odinistas mais antigos. O próprio Okimoto parece entrar em conflito com a nova organização o que não fica muito claro, mas é sobre isso que escreve Olivia Crisitiane Lopes no artigo “Gudja” do qual ressalto o seguinte trecho:

Não é por que um homem morre que os seus atos e atitudes morram com ele. O Okimoto não era racista, mas era preconceituoso, pois acreditava que todos que se aproximavam dele, ou eram nazistas, ou eram agentes infiltrados de outras organizações religiosas, e testava insistentemente a quem se aproximava dele. Atacava , via internet, várias pessoas, sem ao menos pesquisar para ver se as informações procediam, e nisto perdeu muito, principalmente algo que prezo muito, o respeito.

Este foi o motivo pelo qual eu, Adeltrud, e Aistan, nos afastamos dele, sem brigar. 27
Conclusão

O odinismo surge no Brasil primeiro como reivindicação de um direito de culto livre. Depois se orna a reivindicação de uma herança étnica perdida, o que gera conflito, talvez por questões de interesses das duas partes. Não é possível através das fontes analisadas concluir os rumos do conflito gerado, mas afirmo que não se encontra mais os membros da AVFSB, talvez por decisão de reclusão. É necessário mais tempos e recursos para se ter uma pesquisa completa acerca do assunto. O odinismo ainda é uma religião com sua história em curso, e torna-la historiográfica é um trabalho que demanda esforço que não pude legar a este trabalho inicial acerca do assunto.


Notas

1 PAXON, Diana L.. Asatrú - Um Guia Essencial Para o Paganismo Nórdico. São Paulo. Pensamento. 2009.

2 BALZLI. Johannes. Guido v List:. Der Wiederentdecker Uralter Arischer Weisheit - Sein Leben und sein Schaffen ; o segundo volume da Lista de Deutsch-Mythologische Landschaftsbilder , página 469 e imagem da página 523 e a introdução à tradução de Inglês Das Geheimnis der Runen .

3 Das Geheimnis der Runen. 1908.

4 PAUWELS. Louis. BERGIER, Jacques , Le Matin des magiciens. 1960.

5 VIERECK, Peter. Metapolitics: from Wagner and the German Romantics to Hitler , Transaction
Publishers, 2004

6 JUNG, Carl G. Wotan. Collected Works , Volume 10. Routledge and Kegan Paul. Londres. 1936.

7 LANGE, Hans-Jürgen. Weisthor: Karl Maria Wiligut - Himmlers Rasputin und seine Erben. 1998

8 Paravra que em inglês significa “paganismo” “gentilismo”, por ser muito usada mesmo por fieis latinos, a inclui aqui como um conceito que abrange todas as vertentes do paganismo germanico.

9 Solstício de verão.

10 Goodrick-Clarke, Nicholas. As raízes ocultistas do nazismo: Segredos arianos, Cultos e sua influência sobre a ideologia nazista . NYU Press. 1993

11 Toda esta seção do poema foi retirada de edições posteriores recolhidas de Auden, mas aparecem em “The Inglês Auden”, editado por Edward Mendelson (Faber and Faber, 1977), p. 189. Onde se encontra o original: My name occurs in several of the sagas, Is common over Iceland still. Down under Where Das Volk order sausages and lagers I ought to be the prize, the living wonder, The really pure from any Rassenschänder, In fact I am the great big white barbarian, The Nordic type, the too too truly Aryan.

12 Cartas de Tolkien, em: Humphrey Carpenter: The Letters of J. R. R. Tolkien, Editorial comments at the head of Letter. 1981

13 Compare Introvigne, Massimo (2001). Massimo Introvigne, Centro studi sulle nuove religioni , ed. Enciclopedia delle religioni em Italia [ Enciclopédia das religiões na Itália ] . Religioni e movimenti (em italiano) 51 . Elledici. p. 705.

14 http://www.odinic-rite.org/main/

15 Strmiska & Sigurvinsson 2005 , p. 127; Adler 2006 , p. 286.

16 Strmiska 2000 , p. 108.

17 ibid

18 ibd

19 Strmiska & Sigurvinsson 2005, pp. 166–168.

20 Blain 2005, p. 191; & Strmiska Sigurvinsson 2005, p. 133.

21 Adler 2006, pp. 297-299.

22 http://www.angelfire.com/wy/wyrd/index2.html e http://www.fornsed-brasil.org

23 Na página se encontra o aviso: Esta Pagina foi criada em/25/Maio/2249 R.E./(Era Runica/Runic Era)/Atualizada em / Updated at/18/JUN/2004 C.E. Era rúnica se refere ao calendário adotado pelos pagãos germânicos onde se começa a contagem 250 anos antes do calendário gregoriano, pois se acredita que ai seria o ano que Odin teria entregue as runas aos homens. Vide PAXON. 2009.

24 Disponível em: http://www.fornsed-brasil.org/quem.html. Acessado em 7 de setembro de 2009.
25 No Brasil surge o Clã Falkar, filiado a Irmandade do México. O Clã é uma subdivisão da irmandade, uma união de várias famílias que formaria a tribo visigoda. Quem os membros da irmandade reclamam ser os herdeiros.

26 Serviço on line de armazenamento de paginas.

27 FALKAR, Adeltrud. Gudja. Disponível em: http://br.geocities.com/visgothbr3/gudja.html acessado em 15 de março de 2007.


Referências 

LANGE, Hans-Jürgen. Weisthor: Karl Maria Wiligut - Himmlers Rasputin und seine Erben. 1998

LANGER, Johnni. Religião e magia entre os vikings: uma sistematização historiográfica. Brathair 5 (2), 2005, p. 55-82. Disponível em: http://brathair.com/revista/numeros/05.02.2005/magia_viking.pdf Acesso em abril de 2010.

_____ Deuses, monstros, heróis : ensaios de mitologia e religião viking. Brasília: Editora da UNB, 2009a. Revista Brasileira de História das Religiões. ANPUH, Ano III, n. 7, Mai. 2010 - ISSN 1983 2850 http://www.dhi.uem.br/gtreligiao-Resenhas362.

_____ Vikings. In: FUNARI, Pedro Paulo Abreu (Org.). As religiões que o mundo esqueceu: como egípcios, gregos, celtas, astecas e outros povos cultuavam seus deuses. São Paulo: Editora Contexto, 2009b, p. 131-144.

 _____ & CAMPOS, Luciana de. The wicker man: reflexões sobre a wicca e o neo-paganismo. Fênix: Revista de História e Estudos Culturais 4 (4), 2007, p. 1- 21.Disponível em: http://www.revistafenix.pro.br/PDF11/ARTIGO.2.SECAO.LIVREJOHNNI.LANGER.pdf Acesso em abril de 2010. PRICE, Neil. L’sprit Viking: magie et mentalité dans la societé scandinave ancienne. In:BOYER, Régis (ed.). Les Vikings, premiers européens. Paris: Éditions Autrement, 2005, p. 196-216.

Fontes: ainda sob segredo de pesquisa

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Entendendo o Tribalismo parte II

Hails Unsaraim Gudam Ans jah Wans!
Hails Visigoþ Þiudiska!
Hails Haithnu þiuda! 
Hails Broþru's Visigoths!
Hails Irmandade Odinista do Sagrado Fogo!



Continuando a série "Entendendo o Tribalismo" Hoje trago mais uma tradução de Swain Wodening, um texto antológico que explica muito bem o que é a tribo:



Sobre Crença Theodish e Theodism

Swain wodening
Traduzido sob autorização.



Crença Theodish ou Þéodisc Geléafa (como Theodismo também é chamado) significa em Inglês Antigo "fé tribal"; é a "crença da tribo." Se a dois mil anos atrás alguém perguntou a um membro da tribo germânica o que sua fé era, teriam explicado a sua religião como a crença do povo ou tribo. Tribos naquela época eram unidades sociais ligados por uma identidade cultural comum, a história comum, bem como os costumes compartilhados, tradições e religião. Muitas vezes as tribos germânicas traçavam a descendência de um ancestral comum, geralmente um herói ou até mesmo uma divindade. As tribos deram ao seu povo muito mais que um sentido de comunidade e de identidade. Os laços sociais dentro das tribos antigas eram geralmente de sangue (que remonta à ancestral comum), adoção ou via juramento (um juramento similar à irmandade de sangue), e eram muito mais fortes do que os laços de sociedade hoje em geral.



O grande sociólogo Emile Durkheim, descobriu que a perda da identidade social ou identidade cultural dentro de uma sociedade em geral, levar a um declínio na moral dentro dos indivíduos dessa sociedade. Tal perda de moral pode levar à depressão e ao suicídio, e, portanto, as sociedades que mais enfatizam o individualismo, eram propensas a taxas de suicídio mais elevadas do que aquelas que enfatizam a identificação cultural, mantendo os direitos individuais. Sociedades com pouca ou nenhuma regulação dos indivíduos, e sem estrutura social, de acordo com Durkheim eram também aquelas que vêem um declínio na moral, um aumento da criminalidade, bem como a depressão e suicídio. Idealmente, Durkheim pensava que a única maneira de combater isso é reintegrar os indivíduos em alguma forma de estrutura social. Na mesma linha, o grande filósofo chinês Confúcio sentiu que a ordem social veio de respeitar o costume e as tradições da sociedade, respeitando a humanidade (ou Jen) e comportamento adequado para os ancestrais e a vida (ou o conceito de Li). Assim, o tribalismo procura reconstruir as sociedades tribais, a fim de criar uma sociedade mais saudável, com uma ordem social harmonica.



Portanto Theodism sustenta que o lugar natural para o paganismo germânico e a adoração dos deuses e deusas  germânicos é em uma sociedade tribal. Os antigos povos germânicos de tempos imemoriais adoravam as divindades como uma comunidade; quer como famílias, clãs ou tribos. Eram criaturas sociais e enquanto indivíduos tinham muitos dos direitos que eles fazem hoje, estes eram muitas vezes secundária às preocupações de uma tribo. Embora fosse difícil formar tribos agora como eram nos tempos antigos, o tribalismo procura reformar-los de tal maneira que, pelo menos, alguns dos benefícios do tribalismo será sentido.



Tribos geralmente mantêm certas crenças em comum (mas não necessariamente todos eles). Entre esses conceitos sociais são:  



a) liderança Sacral, a idéia de um governante sacral que detém coletivamente a luckof da tribo. 



b) Um conjunto tribal, um lugar onde os povos podem fazer a lei e discutir problemas.



c) Uma sociedade estruturada, aquela que tem as classes sociais distintas em que se tem que aprender a sua posição; que todos têm a liberdade de consciência e, por fim, que a gente pode estar se unem por laços de sangue e juramentos em uma tribo.



 Existem outros conceitos Theodish que os grupos têm em comum. Trata-se de uma crença em Wyrd, certos costumes muito generalizados, tais como o uso de wergild (embora como isso é feito varia de grupo para grupo), a idéia de dar aos deuses e obter presentes em troca, Frith e Grith (paz dentro da tribo e entre as tribos, respectivamente), e forças em geral acerca da conduta de si mesmo. Esta lista não é inclusiva. Existem muitas outras coisas que todos os grupos Theodish podem ter em comum. No entanto, muitas vezes, quando se lida com Tribalismo é melhor estar do lado conservador quando se tenta identificar o que theods podem ou não podem ter em comum.



Isso levanta a questão, por que tentar reconstruir, reviver ou despertar (escolha o seu termo) tribos antigas? Porque não basta criar novas tribos? Pode-se realmente fazer novas tribos, sem dúvida, com grande sucesso. No entanto, há vantagens em usar uma antiga tribo como base. O menor deles é alguma consistência de crença, prática e normas sociais. Quem está começando uma nova tribo terá que criar todo um conjunto de costumes, leis, uma estrutura social, e muitas outras construções, a fim de alcançar o status de uma tribo. Isso não é errado, mas apenas difícil. Aqueles que estão tentando fazer isso merecem admiração. No entanto, a parte de ser um Theod ou tribo está assegurando muitas crenças, costumes, tradições em comum. Isso significa uma história e uma identidade comum sobre o qual não há dúvida. Reconstruir uma antiga tribo fornece essas coisas de forma muito mais fácil do que criar uma nova. Se eu disser que sou um Theodsman Englisc (no sentido de eu seguir os caminhos dos anglos antigos), tem-se um ponto de referência para que a cultura eu sinta que eu sou uma parte. Eles podem saber a história dos Anglos, as poucas crenças sobreviveam, e que nomes pelos quais posso chamar os Deuses . Usando um Sidu (Inglês Antigo para o costume ou tradição) tribal antigo, oferecemos a nós mesmos com um ponto de partida para uma tribo a evoluir a partir. Alguém que cria uma nova tribo também estará fornecendo um ponto de partida, mas esse ponto de partida vai exigir muito trabalho a criar. Antigas tribos, se houver história que permaneça sobre elas, fornecer quase tudo o que se precisa ou deseja estabelecer uma base para uma tribo moderna. Theodsmen não pensam ou sentem que são a tribo antiga que estão reconstruindo, mas que eles são parte de uma nova tribo usando uma antiga tribo como uma fundação.



A fundação fornecida usando uma antiga tribo está em sua identidade comum. Muitas pessoas que vivem hoje pode traçar-se ancestralmente ou culturalmente de volta a uma antiga tribo germânica. Se alguém está vivendo no mundo de língua Inglesa, eles têm um link de alguma forma a uma antiga tribo germânica através ascendência, língua ou cultura. As pessoas no Canadá, Inglaterra, Austrália, para não mencionar outros lugares, comece com uma identidade comum para trabalhar. Uma antiga tribo também dá uma história comum. Qualquer um que decide juntar-se digamos, a um Theod dedicado aos antigos frísios pode cantar as glórias do antigo rei Frisian Radbod.



A história de uma antiga tribo é sua orlæg (Inglês Antigo para um conceito muito parecido com karma). E, pode-se dizer que, adotando o nome de uma tribo antiga, os membros dessa Theod estão herdando o orlæg daquela tribo (tanto quanto entre as crianças nórdicas nomeadas pelos antepassados ​​foram pensados ​​para assumir esse orlæg do antepassado). Finalmente, uma antiga tribo fornece uma Theod com thew comum (Inglês moderno e arcaico para virtudes, costumes). Segurando valores em comum é importante para qualquer grupo, seja ele Clube do Leão ou uma nação como os Estados Unidos. Grupos sem valores comuns são susceptíveis de fraturar ao primeiro sinal de crise (muito parecido com os Estados Unidos que está atualmente experimentando um declínio). Theodsmen não levam automaticamente a identidade, história e valores de uma antiga tribo. É um longo processo, que pode levar anos para ser concluído. Este processo pode ser dividido da seguinte forma:



a) Aprendizagem: Nesta fase, o Theodsman aprende tudo o que puder sobre a cultura da tribo que estão reconstruindo. Sistema de crenças de uma cultura não é apenas o que está escondido em seus escritos. Codificado nas próprias palavras que ele usa, a estrutura de sua linguagem, a arte que usa para descrever o mundo, até mesmo suas roupas são as crenças e a visão de mundo de uma cultura. O Theodsmen portanto, pode tomar-se no estudo das antigas línguas da tribo germânica que estão reconstruindo (por exemplo, Inglês Antigo, nórdica, gótica), ocupam um ofício que requer que recriar a arte dos antigos pagãos (embora muitas vezes com ferramentas modernas), eles podem até se vestirem como os antigos pagãos para adoração. Assim, a fase de aprendizagem é muito mais do que apenas a leitura e memorização. É uma tentativa de sintetizar o que estão aprendendo. É um processo de livrar a si mesmo de tudo o que se aprendeu, e assumir novas crenças, novos valores, até mesmo a um grau de uma nova identidade. A fim de reconstruir autenticamente, uma tribo, é preciso primeiro conhecer essa tribo, tornar-se íntimo com a sua identidade, história e valores. O Theodsman neste estágio é geralmente em um status de membro em estágio ou aprendizagem. Como tal, além de reservar o aprendizado, podem ser obrigados a servir a tribo, a fim de saber como colocar a tribo muitas vezes acima de si mesmos.



b) Promulgar: Isto é, quando o Theodsman começa a aplicar o que aprenderam. Eles começam a aplicar os valores da antiga tribo na vida diária (embora muitas vezes adaptado para explicar as diferenças entre os valores da Theod e a cultura de acolhimento), a adorando como um pagão antigo faria, e acreditando como um pagão antigo faria. Não é um processo fácil, e pode levar anos. Trata-se, tanto quanto um processo de ensino como qualquer coisa. Pode-se ler sobre andar de bicicleta. Pode-se estudar a física do mesmo, e exercite-se matematicamente como ele funciona. Eles podem olhar para os grupos musculares que se usa ao andar. Mesmo andar de triciclo para aprender a pedalar. Mas, até que se aprende a andar de bicicleta, eles não podem dizer que eles se tornaram um ciclista. O mesmo é verdade para ser um Theodsman. Pode-se aprender sobre uma tribo mais velho, aprender a sua língua, os valores, a sua religião, mas até que um realmente usa esse conhecimento, eles não podem ser chamados um Theodsman.



c) Tornar-se : Tornando-se é exatamente isso, tornando-se. Uma pessoa se torna Theodsman. A maneira mais fácil de definir esta fase final é que é o ponto que se chega quando eles são totalmente pagão. Eles têm idéias pagãs sobre o mundo, virtudes pagãs e crenças pagãs. Eles são o mais próximo que se pode chegar a um Heathen antigo que vivem no mundo moderno. Esta fase nunca termina de verdade. Assim que se pensa, eles sabem tudo o que há sobre os ritos, os deuses e deusas, Wyrd; algum evento pode acontecer que muda tudo. Ao contrário de aprender e promulgar, tornandar-se não se baseia em, observação ou ação objetiva racional, embora desempenha um papel. É um processo muito subjetivo, e como uma mudança sobre eles, então vai mudar suas idéias. Para alguns, isso leva-los para fora de Theodism. Para outros, leva-los para fora do paganismo completamente. Mas, para outros ainda, significa aprofundar o que significa ser um pagão. Theodsmen costumam chamar essa etapa, worthing. Worth, não deve ser confundida com a palavra de a mesma grafia que significa "valor". Este termo está relacionado com a palavra ancião Wyrd, e é o processo de colocar atos bons e maus no Poço de Wyrd. Feitos previstos no bem determinam seu orlæg . Pode-se pensar orlæg como seu direito pessoal de causalidade. Ele é a soma de tudo o que se fez e, portanto, é o que determina o que resulta que se obtém, no presente. Se alguém deixa de estudar para um teste, eles podem falhar se não estiver preparado, e no futuro, eles também podem falhar nos testes que este o orlæg estabelece.



Assim, este processo triplo tem tudo a ver,com as ações para fazer a si mesmo Heathen. Pode-se passar por este processo muitas vezes na sua vida e como eles, constantemente reavaliar suas crenças e idéias. A forma como fomos criados (e para a maioria isso significa em uma forma cristã, judaica ou outro contexto religioso não Heathen), velhas idéias, a sociedade em geral todos os combates do processo de se tornar um Heathen e, eventualmente, um Theodsman (eles são uma parte de nossa orlæg que devemos superar). Muitos dos valores da sociedade moderna são retirados do Cristianismo, o Humanismo, gerencialismo, e meia dúzia de outras instituições ou sistemas de crenças que são, por vezes, em desacordo com o Heathen, visões de mundo muito menos Theodish. De muitas maneiras, até mesmo o mais instruído, enrugada, e com experiência de pagãos modernos sabe menos sobre o paganismo do que uma criança Heathen de dez anos, 2000 anos atrás. reaprender muito do que veio no paganismo, portanto, é um processo difícil. Temos que desaprender tanto quanto nós aprendemos, e isso requer que seja constantemente perguntando, "esta é umaa coisa Heathen a fazer, ou estou apenas agindo em algo que eu aprendi que não é heathen?" Pior é a pergunta: "Será que estou fazendo isso porque eu sou heathen, ou porque a sociedade em geral diz-me para fazer?"



Felizmente, para Theodsmen, eles não tem que passar por este processo sozinho. Dentro da Crença Theodish, existe a rede de apoio da tribo. Cada membro de uma Theod serve como apoio mútuo para os outros membros. Eles ajudam a reforçar sua visão de mundo heathen. Além disso, os valores comuns da tribo servem como uma lista de verificação, como o que se deve fazer como um heathen. Theodismo fornece consistência no comportamento através do apoio mútuo, bem como a identidade comum, história e costumes.



. "Como ser Heathen" Este processo é muito semelhante ao apresentado por Edred Thorsson em seu artigo. o processo de Thorsson foi a seguinte: 1) descoberta Racional 2) síntese Subjetiva 3) Promulgação (Thorsson, "Como ser Heathen" Idunna > vol. 4 questão 4). O único problema com o processo da Thorsson é que, para muitos, é difícil de alcançar síntese subjetiva sem primeiro "atravessar os movimentos." Caso contrário, poderia aplicar tão bem com o processo de se tornar um Theodsman. Em alguns casos, o processo de Thorsson pode se aplicar melhor.



Finalmente, uma vez que se passou por processo de se tornar um Theodsman, eles vão colher os benefícios de pertencer. Parte de ser um Theodsman é pertencer a uma tribo, não no sentido de ser detido, mas no sentido de ser um membro de algo maior que si mesmo. A cultura americana Moderna realmente há uma cultura em tudo. Ela tem uma história comum, uma identidade comum, mas não há costumes compartilhados, tradições e religião. Isso deixa os membros da sociedade em geral, muitas vezes confundidos a respeito de como lidar com eles. Mesmo quando se tem um grupo, como uma igreja onde não são valores comuns que são partilhados, a família é secundária para tudo. Gerencialismo moderno tem contribuído para a destruição da família, exigindo que as pessoas se afastem, a fim de trabalhar, eliminando, assim, o apoio dado pela sua família. Enquanto isso, o cristianismo tem ativamente procurado para fazer a família secundária à Igreja há séculos. Sem este apoio, a família nuclear também muitas vezes se desfaz devido ao divórcio, o que complica ainda mais a questão.



Dentro do Theodismo, tanto a família quanto a família nuclear são muito importantes. A família nuclear ou mægð  , é central para a Þéodisc Geléafa. Ele forma a base da sibb, a família ou clã (no sentido do McCoy ou clãs Hatfield). O sibb consiste em mais do que apenas os membros vivos (contados em algumas culturas germânicas para o quinto grau), mas também de todos os antepassados. Os antigos códigos de leis germânicos raramente abordado indivíduos no que diz respeito a punição. A menor unidade destes códigos de leis foi a sibb. Se uma pessoa fez de errado, os vivos da sibb deve pagar wergild (multa por assassinato), e não o indivíduo. Além disso, o indivíduo potencialmente ofendido aos ancestrais da sibb também. Em qualquer antiga tribo germânica, era a sibb que formava seu núcleo (ao contrário da crença popular, não o dryht  ou warband). Até a 150 anos atrás, as famílias cuidavam de seus doentes, idosos e crianças, e isso é como era nos tempos antigos. Embora seja raro que famílias inteiras serão Heathen, muito menos, Theodish, o sibb e mægð são muito importantes, e com o tempo, haverá famílias inteiras que serão Theodish. Eles são o que fornece uma identidade a um indivíduo, e fornece o maior apoio. Além disso, todos os membros da Theod também fornecem suporte aos seus membros. A Theod é muito mais um grupo de apoio para o seu povo. É uma cultura, ou a subcultura, ou uma tentativa de uma no mínimo.



Como pode ser observado, mesmo explicando o que define a Þéodisc Geléafa é uma tarefa difícil. Nunca a menos, as razões para ser Theodish são praticamente os mesmos entre todas as theods. A necessidade de uma identidade de grupo é uma necessidade muito real para a maioria, se não todos os seres humanos. A cultura moderna e, conseqüentemente, suas instituições nem sempre proporcionar isso.



 Tradução de Walþreiks Draka.

Gutane jeh weihailag!

Visigoth Heathinu

Visigoth Heathinu